Pulgão, uma das mais famosas pragas do setor agrícola

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Pulgão é o nome popular que se dá aos pequenos insetos sugadores de seiva, que se instalam em diversas plantações nas roças e cidades brasileiras. Conhecidos também como afídeos, uma vez que são representantes da família Aphidoidea, esses animais se tornaram pragas ainda nos anos 1970, quando sua população sofreu um assombroso aumento. Atualmente, embora em alguns casos sua população seja controlada, por se reproduzirem muito rapidamente, podem sofrer um aumento populacional de 10 vezes em um período de 1 semana.

Pulgões (foto: Evandro Marques – www.coisasdaroca.com)

Descrição geral das espécies

O pulgão é um inseto representante da ordem Hemiptera, dentro da qual estão classificados outros artrópodes bem conhecidos, como cigarras, barbeiros, percevejos e baratas d’água. Desse modo, além de possuírem corpo dividido em cabeça, tórax e abdome; um par de antenas e exoesqueleto quitinoso, os afídeos também se destacam pela presença de um aparelho bucal picador-sugador.

Além disso, as espécies de pulgões variam muito entre si, principalmente no que se refere à coloração e ao tamanho. Contudo, normalmente possuem um tamanho que varia de 1,5 a 3 milímetros de comprimento; apresentam corpo de formato piriforme, com antenas bem alongadas. Sua coloração, por sua vez, varia entre o verde-claro e o marrom mais escuro; e há tanto indivíduos alados (com asas), quanto indivíduos ápteros (sem asas).

Pulgão (foto: Evandro Marques – www.coisasdaroca.com)

Hábitos das espécies de Pulgão

Esse animal é um inseto que apresenta o hábito de viver sobre as plantas, alimentando-se de sua seiva através do seu aparelho bucal sugador. Dentre seus alvos principais estão: milho, trigo, capim-cidreira, girassol, arroz, morango, dentre outras culturas. Desse modo, esse invertebrado causa danos muito sérios às lavouras, visto que, em ataques mais graves, pode levar à morte da planta sobre a qual se encontra. Além disso, como um subproduto de sua digestão, o pulgão também é capaz de eliminar uma substância pegajosa, que além de promover acúmulo de poeira na planta, reduz seu valor comercial.

Mas, é importante ressaltar também que os pulgões não prejudicam as plantas apenas sugando sua seiva; mas podem ser vetores de vírus, como o vírus de nanismo amarelo da cevada; que causa sérios prejuízos às plantações de trigo.

Conforme citado anteriormente, a reprodução desses insetos ocorre de forma extremamente rápida, e pode ser acelerada por meio de alguns fatores. Isso se deve ao fato de que ela ocorre principalmente por partenogênese; ou seja, não há necessidade da fêmea ser fecundada para a origem de novos filhotes. Desse modo, não é comum a ocorrência de machos em populações de pulgões adultos. Contudo, em determinados períodos do ano, pode haver a origem de machos, que através da cópula, originam tanto filhotes machos, quanto fêmeas. Além disso, é importante lembrar que seu desenvolvimento e reprodução ocorrem mais fortemente em épocas de poucas chuvas e em temperaturas médias de 20°C.

Afídeo (foto: Ângela Quinelato – www.coisasdaroca.com)

Ecologia e controle dos Pulgões

Embora esses afídeos sejam pragas agrícolas, há algumas curiosidades interessantes sobre esses insetos. Desse modo, é importante ressaltar que as espécies esverdeadas podem ser capazes de conseguir energia através de uma fotossíntese bastante primitiva, um pouco diferente da fotossíntese que ocorre no reino vegetal.

Além disso, esses animais estabelecem uma relação ecológica bastante interessante com as formigas, chamada de esclavagismo. Nessa relação, formigas “pastoreiam” os pulgões, de modo que a secreção açucarada liberada por eles possa ser utilizada pelas formigas como alimento; ao passo que os afídeos em questão ganham proteção contra seus predadores, tais como as joaninhas.

Contudo, é importante ressaltar também alguns modos de controle dessa praga. Além do controle biológico com a introdução de joaninhas ou parasitoides na lavoura em questão, podem ser utilizados alguns produtos químicos, ou receitas caseiras; como a utilização do fumo em água. Nessa receita, deve-se obter uma água bem escura, que pode ser borrifada sobre a planta em questão durante alguns dias consecutivos, até se observar a melhoria da situação do jardim ou da plantação.

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