Seringueira, árvore símbolo da história do estado do Amazonas

A seringueira (Hevea brasiliensis) é conhecida popularmente como árvore da borracha, seringueira branca, seringueira preta, cau-chu ou seringueira rosada. Essa planta foi de fundamental importância para o estado Amazonense principalmente no ciclo da borracha; período em que a região extraía grandes quantidades de látex para a produção de borracha. Com isso, Manaus, capital do estado, ganhou o título de Paris dos Trópicos, em decorrência de sua grande influência mundial. A partir da renda gerada com o cultivo de serigueiras, a cidade foi se modernizando, e passou a receber artistas de todo o mundo no Teatro Amazonas; além disso, recebeu muitos nordestinos para extração do látex, como pode ser visto no Museu do Seringal.

Seringueira (foto: Evandro Marques – www.coisasdaroca.com)

 

Descrição

A seringueira é uma planta latescente, ou seja, capaz de produzir látex; é considerada de grande porte, podendo atingir aproximadamente 30 metros de altura. Seu tronco possui boa dimensão, com cerca de 60 cm de diâmetro, e suas folhas são trifolioladas, ou seja, para se reconhecer uma seringueira, uma das características principais é a presença de três folhas ao final de cada galho.

Suas sementes, que começam a ser produzidas com cerca de 4 anos de idade, possuem um óleo secativo que é bastante utilizado na fabricação de tintas e vernizes. Quando a planta atinge cerca de 6 ou 7 anos, está pronta para ter seu látex extraído.

Habita predominantemente climas tropicais, em florestas umbrófilas, que possuem várzeas inundáveis, como a Floresta Amazônica. Como os solos nos quais se desenvolve são bastante úmidos, muitas vezes também são argilosos

Extração do látex

Látex da Seringueira (foto: Evandro Marques – www.coisasdaroca.com)

A extração do látex da seringueira era feito bem cedo na madrugada, momento em que o seringueiro saía com suas ferramentas e uma fonte

de luz para o meio da floresta, popularmente conhecida como poronga. O horário da madrugada era escolhido devido à menor temperatura no interior da mata, que além de ser menos inóspito, evita a coagulação do líquido. Chegando lá, para que o látex fosse extraído, eram feitos cortes na diagonal, no sentido de cima para baixo em várias árvores. Logo após, fixava-se uma pequena tigela para que se espere o acúmulo do ouro branco; vale ressaltar que o corte não poderia ser muito grande ou muito profundo, pois pode machucar a planta a ponto de matá-la. Assim que o látex se acumula, deve-se levar para o local de processamento, no qual, com auxílio de altas temperaturas, a borracha é produzida após diversas horas.

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