Aguapé (Eichornia crassipes –> uma reclassificação recente da planta passou a denominá-la de Pontederia crassipes) é uma planta aquática originária da América, de fácil crescimento, sendo considerada como erva daninha e encontrada em toda a extensão do território brasileiro.
Descrição
A planta possui raízes pretas ou castanhas muito escuras, de caule curto e geralmente flutuante. As folhas aéreas crescem em tufos, com forma rômbica a suborbicular, de cor verde brilhante; com uma bainha larga que envolve o caule e pecíolo dilatado devido à presença de arênquima, que favorece a flutuação.

A inflorescência é em forma de espiga, que pode conter oito a doze flores, em tons lilases ou violetas.O fruto possui forma de cápsula com várias sementes, que também são responsáveis por sua propagação. A planta cresce com mais rapidez no verão e na estação chuvosa.
Serve para quê?
A planta é utilizada em lagos e espelhos d’agua, favorecendo a vida aquática, principalmente os peixes, além de embelezar o espaço, mas ela necessita de constante monitoramento, pois possui crescimento muito rápido o que pode atrapalhar a fecundação de diversas espécies.
Algumas aplicações práticas do aguapé:
O aguapé tem sido usado para extrair nanocristais de celulose. Esse material é usado para criar filmes plásticos biodegradáveis e reforço para papéis especiais.
Estudos testam a fibra do aguapé para criar papéis de alta resistência e embalagens ativas (que mudam de cor se o alimento estragar).
Pesquisas recentes (UFMG e UFRGS) mostram a eficácia do aguapé em retirar resíduos de antibióticos e hormônios de estações de tratamento de esgoto, algo que o tratamento convencional não faz bem.
Continua forte a linha de pesquisa sobre o uso da planta (viva ou seca como carvão) para absorver mercúrio, chumbo e cromo de águas industriais.
Estudos na UFPA (Pará) analisam o aguapé como monitor da qualidade da água em áreas afetadas por mineração.
A produção de biogás e bioetanol de segunda geração a partir do aguapé. Como a planta cresce muito rápido, ela gera muita biomassa que pode ser convertida em energia.
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Malefícios
O tapete denso que se forma sobre a água impede a penetração da luz solar. Sem luz, as algas submersas não fazem fotossíntese e morrem. A decomposição dessas algas (e das raízes velhas do próprio aguapé) consome todo o oxigênio da água, levando à mortandade massiva de peixes. Ocorre, assim, uma redução da biodiversidade.
As raízes e a biomassa do aguapé entopem as grades de proteção das turbinas em usinas hidrelétricas. Isso obriga paradas não programadas para limpeza (gerando prejuízo milionário) e pode danificar equipamentos.
Em sistemas de captação de água para cidades ou irrigação (monitorado pela Embrapa em canais agrícolas), o aguapé entope as bombas de sucção, interrompendo o fornecimento de água.
Em rios navegáveis (como na hidrovia Tietê-Paraná), os “bancos” de aguapé podem travar hélices de barcos e impedir o tráfego de cargas.
As raízes do aguapé formam um ambiente perfeito (água parada, protegida de predadores e rica em matéria orgânica) para a reprodução de larvas de mosquitos, incluindo gêneros que transmitem doenças como a encefalite e filariose (Mansonia e Culex). Embora o Aedes aegypti prefira água limpa, o ambiente estagnado criado pelo aguapé favorece outros vetores.
Onde encontrar?
Facilmente encontrada em lagos, rios e espelhos d’água e em alguns casos, torna-se um problema, pois pode tomar conta de toda a área do local; além de impedir a luz solar de penetrar, dificultando assim a proliferação de peixes.
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