Origem e versões da lenda do Boitatá

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O Boitatá é uma lenda do folclore brasileiro, cujo nome se origina da língua Tupi-Guarani, que significa cobra (boi) de fogo (tata) e é considerado o protetor das florestas.

Origem do Boitatá

A lenda é de origem indígena, com influência portuguesa, sendo conhecida desde os tempos do Brasil colonial, contada em diversas regiões do País; além de citada pelo padre Jesuíta José de Anchieta, que ajudou na catequização dos índios.

Boitatá

Boitatá (foto https://images-wixmp-ed30a86b8c4ca887773594c2.wixmp.com/)

Descrição

A lenda do Boitatá descreve o personagem folclórico como uma grande serpente de fogo, que pode se transformar num tronco em chamas, com o intuito de enganar e queimar os invasores e destruidores das matas. Ele protege os animais e as matas das pessoas, que lhe fazem mal e principalmente, que realizam queimadas nas florestas. De acordo com a narrativa, a pessoa que olhasse para o Boitatá poderia ficar cega, louca ou ser petrificada.

A lenda sofreu muitas modificações ao longo do tempo, e portanto, reúne diversas versões, dependendo de cada região; além de ser nominada de outras formas tais como Baitatá, Biatatá, Fogo Corredor, Bitatá e Batatão.

Versões

Numa das versões, uma grande cobra vivia adormecida num imenso tronco e ao despertar faminta, resolveu comer os olhos dos animais. Ao sair de seu esconderijo, emitia uma grande e intensa luz, tornando-se uma cobra de fogo. Ao proteger a floresta, ela assusta as pessoas que vão às matas durante à noite.

No norte e nordeste brasileiro, a imensa cobra de fogo vive nos rios e no momento em que há invasores nas florestas, sai de seu esconderijo para queimá-los.

Ainda de acordo com alguns nordestinos, o boitatá, conhecido como “Alma dos Compadres e das Comadres”, representa as almas penadas malignas que passam queimando tudo.Boitatá

Na região sul do país, a versão que prevaleceu advém da história bíblica do Dilúvio. Nela, muitos animais morreram e as cobras que sobreviveram tiveram como castigo o fogo. Em tal versão, o fogo aparece na barriga de cada uma, as quais se tornam iluminadas e, ao mesmo tempo, transparentes.

Há ainda a versão em que o Boitatá não é uma grande cobra, mas sim um touro feroz, que solta fogo pela boca e assusta pelo tamanho e quantidade fogo.

Seja qual for a versão, nas roças brasileiras, era muito comum tais histórias contadas pelas pessoas mais velhas, que assustavam as crianças, que tinham pavor de sair de casa.

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