Glicínia, bela trepadeira conhecida como “flor-da-ternura”

Dentre as trepadeiras existentes no território brasileiro, uma das que mais chama a atenção é a glicínia (Wisteria spp.), também chamada de flor-da-ternura. Originária da Ásia, sendo mais especificamente da China, essa planta chama atenção por sua beleza, mas também por sua longevidade, visto que pode chegar a viver mais de 100 anos.

Glicínia (foto: https://guiadassuculentas.com/glicinia-um-guia-completo-desta-planta/)

Características gerais da espécie

Em termos de classificação, a glicínia é uma angiosperma, ou seja, uma planta capaz de produzir flores e frutos; e é uma representante da família Fabaceae, onde se encontram as leguminosas, como pau-brasil e feijão. Desse modo, uma de suas principais características é a produção de um fruto tipo legume, que é marca registrada dessa família.

Mas, um dos motivos pelos quais ela é muito utilizada na ornamentação se dá pelo fato de ser uma planta arbustiva, de caule lenhoso, que pode chegar a uma altura de 12 metros; cujas extremidades há inflorescências que normalmente são azuis ou lilases, podendo haver também tons mais voltados para branco e rosa, que chamam a atenção dos olhares mais curiosos.

Em razão disso, possui uma utilização muito variada na decoração de jardins e até mesmo de parques, como o Matria Parque de Flores, na Serra Gaúcha, onde há um belíssimo túnel de glicínias que faz sucesso entre os visitantes.

Wisteria (foto: https://www.noticiasdejardim.com/dicas/wisteria-care/)

Como cultivar a Glicínia?

Uma das características que fazem da glicínia uma planta bem querida pelos paisagistas é a sua capacidade de adaptação a diferentes tipos de clima; podendo ser cultivada em locais de clima subtropical, tropical, temperado, dentre outros. Contudo, para que sua floração ocorra de forma bem evidente, é interessante que seu cultivo seja feito sob sol pleno e em solo rico em matéria orgânica, bem fértil.

Contudo, embora seja uma espécie versátil, ela demanda alguns cuidados básicos, devendo ser regada frequentemente, mas tomando cuidado para não encharcar as raízes. Além disso, é importante que haja adubação do solo sempre que necessário, e a poda de galhos mais velhos para permitir o melhor desenvolvimento da planta.

Em termos de floração, a planta perde suas folhas no outono e no inverno, dando lugar às belíssimas inflorescências coloridas. Estas, ao caírem, já permitem que a nova remessa de folhagem se desenvolva e o ciclo reprodutivo recomece.

Por fim, vale ressaltar que, embora a flor-da-ternura seja muito associada ao romantismo desde o império romano; essa espécie também é tóxica caso seja ingerida, de modo que deve ser mantida longe de crianças e de animais domésticos.

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