No vasto universo das frutas tropicais, poucas causam tanta surpresa ao paladar quanto as espécies do gênero Bunchosia. Conhecidas popularmente como Ameixa-do-Peru, Cereja-Silvestre, Caferana ou Falso-Guaraná, estas plantas pertencem à família Malpighiaceae — a mesma à qual pertencem plantas mais conhecidas como é o caso da acerola e do murici.
Apesar da aparência externa lembrar uma pequena “cereja” ou um “tomate cereja“, a mordida revela um segredo: um sabor denso, oleoso, ao mesmo tempo um pouco ácido e adstringente. Confesso que não é dos mais agradáveis para consumo “in natura“. As aves, contudo, adoram.
Caracterização da planta
Trata-se geralmente de um arbusto ou arvoreta perenifólia, variando de 2 a 5 metros de altura, com folhas opostas (nascem em pares, uma de frente para a outra no ramo). A “Impressão Digital” do gênero (Bunchosia) é a presença de glândulas na lâmina foliar. Se você observar o verso (face abaxial) da folha, frequentemente encontrará um par de glândulas na base.

Como é a flor da ameixa-do-Peru?
A flor apresenta cinco pétalas amarelas, unguiculadas (com uma base estreita como uma “unha”) e margens frequentemente fimbriadas (franjadas). Na base externa das sépalas (estruturas que formam o cálice), existem glândulas produtoras de óleo chamadas elaióforos.
Diferente da maioria das flores que oferece néctar, a Bunchosia oferece óleo floral. Ela é polinizada exclusivamente por abelhas especializadas (da tribo Centridini, como o gênero Centris), que possuem pernas adaptadas para raspar e coletar esse óleo para alimentar suas larvas. Sem essas abelhas específicas, a frutificação é escassa.
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Quero meu Ebook!Os frutos lembram um tomate cereja e, quando maduros, variam do laranja ao vermelho intenso. A polpa (mesocarpo) é espessa, pastosa e não suculenta. No centro, não encontramos sementes soltas, mas sim 1 ou 2 pirênios (caroços), o que confirma sua classificação como drupa. Como descrito anterior, o fruto é bastante adstringente, por isso, para consumi-lo deve estar bem maduro.
Benefícios da ameixa-do-peru
Estudos espectroscópicos identificaram altos teores de carotenoides, especificamente o licopeno (o mesmo do tomate, que confere a cor vermelha). Isso confere ao fruto propriedades antioxidantes significativas, auxiliando no combate aos radicais livres e na proteção celular.
Como utilizar a ameixa-do-peru?
A planta vem, gradativamente, ganhando espaço na alimentação humana. Devido à polpa densa (porém, bastante escassa), é excelente para “mousses”, vitaminas (milk-shakes), sorvetes e compotas. A polpa também pode ser desidratada para formar uma “passa” nutritiva.
Devido ao porte pequeno e à floração amarela vibrante, é excelente para arborização urbana sob redes elétricas. Ecologicamente, é vital para a manutenção das populações de abelhas nativas coletoras de óleo e para a avifauna, que consome os frutos avidamente.
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