Escorpião-preto, uma das espécies mais comuns na zona rural

O escorpião-preto (Tityus bahiensis), também conhecido como escorpião-marrom, é um animal encontrado frequentemente nas roças brasileiras. Considerado um dos aracnídeos que mais causam acidentes na zona rural, principalmente do estado de São Paulo; é uma espécie não tão agressiva, e cujo veneno se caracteriza por ser menos potente quando comparado com o de outros escorpiões.

Escorpião-preto (foto: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/escorpionideos.htm)

Descrição

O escorpião-preto é um artrópode pertencente ao subfilo Chelicerata, e à classe Arachnida, que compreende aranhas, escorpiões, opiliões, e outros animais muito interessantes. Desse modo, possui algumas características básicas, tais como a presença de quelíceras para auxiliar na manipulação de alimento; possuem 8 patas e não apresentam asas ou antenas; e caracterizam-se pela divisão do corpo em cefalotórax,  abdome e pós abdome, sendo que possuem o télson ou aguilhão, com o aparelho inoculador de veneno.

Como seu próprio nome indica, é uma espécie cuja coloração varia de marrom avermelhado, até o preto; com um tamanho médio de 6 centímetros. Além disso, diferencia-se do escorpião-amarelo, muito comum em Minas Gerais, pela ausência das serrilhas em seus segmentos do pós abdome; característica típica do Tityus serrulatus.

Tityus bahiensis (foto: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tityus_bahiensis)

Hábitos, riscos e importância do Escorpião-preto

O escorpião-marrom possui hábito predominantemente noturno, quando sai para caçar; permanecendo escondido durante o dia. Normalmente, é uma espécie que prefere áreas escuras, com pouca luz, e boa umidade, como os solos das matas. Quanto à alimentação, é um animal carnívoro, assim como as demais espécies, e se alimenta predominantemente de larvas de insetos, grilos, baratas, e outros invertebrados. A captura do alimento se dá tanto através da inoculação do veneno para matar a presa, quanto pelo auxílio dos pedipalpos e quelíceras.

Ao contrário do escorpião-amarelo, espécie em que só há fêmeas devido à seleção natural pela reprodução por partenogênese; o escorpião-preto possui representantes machos e fêmeas, com fecundação cruzada, gerando em torno de 20 filhotes por ninhada. Após o nascimento, estes ficam alojados no dorso da fêmea, até passarem pela primeira ecdise e se tornarem independentes.

Assim como as demais espécies da ordem Scorpiones, o escorpião-preto é uma espécie venenosa, cujo efeito do veneno é neurotóxico; e age, portanto, no sistema nervoso. Contudo, sua ação não é tão forte quanto a de outros escorpiões. Além disso, vale ressaltar que é uma espécie que pica somente quando se sente ameaçada ou perturbada, tendo o comportamento inicial de fuga ao encontrar com um humano. Desse modo, é uma espécie menos perigosa, com grande importância para o controle de insetos indesejados e de pragas.

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