Quem nunca chegou na casa de uma avó no interior, ou visitou um sítio antigo, e se deparou com uma cascata de flores vermelhas saindo de “balõezinhos” coloridos, cobrindo todo o caramanchão?
Se você já isso, como mostrado na foto abaixo) e sentiu essa nostalgia, você está diante da Lágrima-de-cristo.

Apesar de ser uma velha conhecida dos terreiros e jardins brasileiros, muita gente confunde seu nome ou não sabe os segredos para mantê-la sempre florida.
Conhecendo a planta Lágrima de Cristo
Embora pareça nativa da nossa Mata Atlântica pela facilidade com que se adapta aqui, a Lágrima-de-cristo é, na verdade, uma imigrante. Seu nome científico é Clerodendrum thomsoniae e ela pertence à família Lamiaceae (a mesma do manjericão e da hortelã; acredite se quiser!).
Ela é originária da África Ocidental tropical. A versão mais clássica tem o cálice branco e a flor vermelha. Porém, é comum encontrar uma variação belíssima (muitas vezes classificada como o híbrido Clerodendrum x speciosum), onde os cálices assumem tons de rosa, lilás ou roxo, criando um efeito visual ainda mais dramático junto ao vermelho sangue da corola, como o da imagem acima.
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Quando a flor vermelha se abre e pende para baixo, ela lembra uma gota de sangue escorrendo, o que, na tradição cristã popular, foi associado às lágrimas ou ao sangue de Cristo na cruz. Outros nomes populares que você pode ouvir por aí são Coração-sangrento ou Clerodendro-trepador.
Como ter um pé carregado no seu quintal
A planta lágrima-de-cristo é bastante rústica, mas que não gosta de extremos. Ela não é fã daquele sol esturricante do meio-dia no sertão, nem de geada forte no sul.
É uma planta que ama a meia-sombra ou o sol pleno, desde que seja aquele sol mais brando da manhã. É a planta perfeita para cobrir cercas, grades, portões e pérgolas, pois seus ramos são volúveis (se enrolam sozinhos), mas precisam de um suporte inicial para “agarrar”.
Como boa planta de origem tropical, ela gosta de terra rica em matéria orgânica. Uma mistura de terra vegetal com um bom esterco de curral bem curtido ou húmus de minhoca é o ideal. O solo precisa ser fofinho (drenável) para não empoçar água na raiz; afinal, a lágrima-de-cristo gosta de umidade, mas não de pé molhado.
Regue regularmente, mantendo a terra úmida. Se você mora em região muito seca, atenção redobrada nos meses de estiagem.
A poda no inverno
No inverno, é comum ela ficar meio “feinha” e perder folhas. Não se assuste! É o momento de descanso da planta. Aproveite para fazer uma poda de limpeza, tirando ramos secos e malformados. Isso estimula uma brotação vigorosa na primavera.
Planta atrativa para beija-flores
Ter uma Lágrima-de-cristo no sítio é garantia de visita. As flores tubulares e ricas em néctar são um chamariz irresistível para beija-flores e borboletas. Se você gosta de sentar na varanda à tarde e observar a passarada, essa é a trepadeira certa para plantar perto de casa.
Além disso, a espécie mais rosada (como as das fotos) tem uma vantagem: as flores (cálices) duram muito tempo na planta, mantendo o jardim colorido por semanas a fio, mesmo depois que a parte vermelha cai.

Cuidado, a planta é tóxica
É importante lembrar que a lágrima-de-cristo é considerada uma planta tóxica se ingerida. Se você tem gado, cavalos, ou animais domésticos que gostam de “pastar” o jardim, é bom plantá-la em locais onde eles não alcancem facilmente, ou manter a base da planta protegida. O mesmo vale para crianças pequenas: ensine desde cedo a admirar com os olhos!
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