Juruva, exuberante ave habitante do Sul e Sudeste brasileiros

A juruva é uma das espécies de aves que mais chamam a atenção por sua beleza, habitante principalmente das regiões sul e sudeste do Brasil. Conhecida também como pururu e udu, a espécie Baryphthengus ruficapillus recebe esse nome em alusão ao som grave que emite, e à sua cabeça avermelhada, que parece um boné ou uma capa.

Encontrada tanto em regiões litorâneas, quanto de maiores altitudes, a juruva é facilmente reconhecida, principalmente por sua coloração e pelo som característico que emite.

Juruva (imagem: Thomas Fuhrmann – CC BY-SA 4.0 – Wikimedia)

Conheça a espécie

O udu é uma ave que, ao contrário da grande maioria das espécies, como sanhaço e rendeira, não faz parte da ordem Passeriformes. Desse modo, ela é classificada como Coraciiformes, ordem na qual são encontradas espécies como o martim-pescador; que são um pouco maiores, com bico robusto e que podem se alimentar de animais aquáticos, como os moluscos.

Conhecida também como juruva-verde, essa ave chega a medir cerca de 42 centímetros, e possui colorações bem peculiares que chamam a atenção dos olhares mais curiosos. Isso porque, além da máscara preta que envolve seus olhos, e de seu bico forte e preto, ela apresenta uma coloração laranja desde o topo da cabeça até seu peito; ao passo que seu ventre é mais azulado. Já na sua região posterior, suas asas são verde escuras, com tons de azul, que lhe conferem seu nome popular.

Embora tal coloração seja exuberante e bem característica, é importante ressaltar que a espécie não apresenta dimorfismo sexual; de modo que machos e fêmeas se apresentam idênticos um ao outro; diferentemente do que ocorre no canário-da-terra, por exemplo.

Juruva-verde (imagem: https://www.flickr.com/photos/9765210@N03/49774213833/)

Hábitos da Juruva

Assim como a grande maioria das aves, a juruva é uma espécie onívora, que se alimenta tanto de proteína vegetal, quanto animal. Desse modo, além de pequenos frutos, é comum que essa espécie se alimente de pequenos moluscos, e até mesmo de animais um pouco maiores, como algumas espécies de répteis.

Encontrado no interior de matas mais densas, o udu faz seu ninho em buracos encontrados no solo ou em barrancos, como os de algumas espécies de tatus, e até mesmo ninhos de formigas. Por lá, a fêmea coloca de 2 a 3 ovos brancos e brilhantes; sendo bastante comum diferentes casais nidificarem lado a lado.

Embora seja uma espécie ativa durante o dia, a juruva-verde também possui atividade pouco antes do amanhecer; e, além de ser encontrada ciscando o solo, é frequentemente vista no interior das matas, onde vivem aos casais, ou até mesmo em pequenos bandos.

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