Gambás, os marsupiais mais conhecidos do Brasil

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Os gambás são animais representantes do gênero Didelphis, conhecidos por diversos nomes no país, e encontrados em diversas regiões do território. Dentre os mais famosos, estão o gambá-comum (Didelphis marsupialis); o gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita); gambá-de-orelha-branca (D. albiventris) e o gambá-amazônico (D. imperfecta). Além desse nome popular que é frequentemente utilizado, alguns outros nomes são usados para se referir a esses animais, tais como: timbú, saruê e cassaco.

Gambá-de-orelha-branca (foto: Alex Popovkin – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Didelphis_albiventris,_Bahia,_Brazil_2.jpg)

Descrição

Esses animais, os quais são frequentemente confundidos com ratos de esgoto, são mamíferos da ordem Marsupialia; ou seja, fazem parte do grupo dos marsupiais, dentre os quais encontram-se o canguru e a cuíca. Os marsupiais se caracterizam, dentre outros fatores, pela presença de uma bolsa na qual os filhotes terminam o seu desenvolvimento, chamada de marsúpio. E, uma curiosidade interessante consiste no fato de que o nome “gambá” vem do tupi-guarani, e significa “mama oca”, o que, na verdade, representa o marsúpio.

Os gambás são animais que variam de coloração e tamanho conforme a espécie, sendo possível encontrar indivíduos com 15 centímetros, ou até mesmo aproximando-se de 80 centímetros de comprimento. Sua cauda não possui pelos, e isso é um dos fatores responsáveis pela confusão com os ratos de esgoto. Além disso, contam com uma pelagem não tão espessa, que é normalmente acinzentada, podendo ser preta ou mais amarronzada; possuem um focinho pontudo e um nariz cor-de-rosa bem característico.

Gambá (foto: https://www.ufrgs.br/faunadigitalrs/mamiferos/ordem-didelphimorphia/familia-didelphidae/gamba-didelphis-albiventris/)

Como vivem os gambás?

De modo geral, as espécies de gambás são predominantemente noturnas, e vivem em troncos ocos e próximo a raízes de árvores. São animais onívoros, ou seja, se alimentam tanto de fontes animais, quanto vegetais; tendo uma dieta variada à base de frutos, invertebrados, e até mesmo ovos. Se você tem um pezinho na roça, já foi surpreendido pela frase “nunca vi gambá ‘injeitar’ ovo!”. Ah, vale ressaltar também que esse animal é facilmente atraído para armadilhas com cachaça, e, ao bebê-la, cai embriagado. Daí surge a expressão “bêbado como um gambá”.

Quanto à reprodução, esses animais possuem fecundação interna; e, em uma gestação, a fêmea pode dar origem a mais de 20 filhotes dependendo da espécie; os quais permanecem no marsúpio da fêmea, por aproximadamente 2 meses. Já no que se refere a seus mecanismos de defesa, além de tradicionalmente se fingir de morto para escapar de predadores; os gambás são capazes de eliminar um odor fétido através de suas glândulas axilares, promovendo a fuga de seu predador.

Saruê (foto: https://jornalmaisnoticias.com.br/conheca-melhor-sarue-o-gamba-brasileiro/)

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